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[RESENHA] Bons segredos (Sarah dessen)

Ano: 2015 
Páginas: 408
Idioma: português
Editora: Seguinte
Gênero: Young Adult

Sinopse: Há segredos muito bons para serem guardados — e livros muito bons para serem esquecidos. Sydney sempre viveu à sombra do irmão mais velho, o queridinho da família. Até que ele causa um acidente por dirigir bêbado, deixando um garoto paraplégico, e vai parar na prisão. Sem a referência do irmão, a garota muda de escola e passa a questionar seu papel dentro da família e no mundo. Então ela conhece os Chatham. Inserida no círculo caótico e acolhedor dessa família, Sydney pela primeira vez encontra pessoas que finalmente parecem enxergá-la de verdade. Com uma série de personagens inesquecíveis e descrições gastronômicas de dar água na boca, Os bons segredos conta a história de uma garota que tenta encontrar seu lugar no mundo e acaba descobrindo a amizade, o amor e uma nova família no caminho.

Descobri os livros da Sarah a pouco e tempo e tenho me perguntado diversas vezes o motivo de não ter dado a devida atenção a ela antes. Ela é uma referencia forte pra mim atualmente e isso após ler apenas 3 livros dela. A forma como ela trata de assuntos densos com facilidade, cuidado e atenção é belíssima, sua escrita é tão minimalista e perfeccionista que se ela fizesse um livro sobre todas suas listas de supermercados, com certeza eu leria e daria classificação 5/5 aqui.

Esse livro trata principalmente sobre laços, laços de amizade entre estranhos, laços de tristezas que unem famílias, laços que rodeiam e laços que prendem. A vida de Sidney é vazia, após seu irmão sair literalmente da sua rotina, ela não tinha mais ninguém em quem se esconder, em quem se espelhar, ela tinha mais ninguém para usar como escudo no mundo. Seus pais nunca foram exemplo de atenção e cuidado, e quando seu irmão foi preso a vida da sua mãe era dedicada totalmente para ele. Com ela, raramente eles sabiam quando algo estava errado e quando ela tentava conversar, não era ouvida. 

Uma das coisas que mais me deixavam frustradas nessa historia foi a negligencia dos pais de Sidney em relação a ela e a forma como eles tratavam o seu irmão. É uma especie de papeis invertidos, sidney que sempre chegava no horário estipulado, que nunca bebeu, nunca se envolveu em festas e amizades perigosas. Peyton logo no inicio da sua adolescência se envolveu com pessoas que não deveria, foi abordado diversas vezes, e no fim sentenciado a 17 meses de prisão por dirigir bêbado e atropelar um rapaz, e a devoção e confiança dos seus pais, principalmente sua mãe, é totalmente para o seu irmão.

Os necessidade de amigos é algo fortemente apontado nesse livro. Quando Sidney mais precisava, ela encontrou amigos dispostos a fazer coisas que sua família não fazia. Apesar dela ter uma casa, ela encontrou um lar com os Chatham. 

Espero que gostem

5/5

LIVROS PRA TE DESTRUIR

Existem livros que te deixam feliz, existe livros que te deixam triste, mas tem alguns livros que te destroem. Esse é um top 5 de livros que de maneira nenhuma você deve ler se estiver passando por um momento emocionalmente frágil, eles podem de alguma maneira te influenciar a algo, por isso sugiro que você espere a lista ''Livros pra te deixar feliz''. Os livros nessa lista nem sempre terão uma premissa parecida, ou um final triste, o intuito é a sensação que eles criam, aquele desespero quando você percebe que alguma coisa não ta bem, quando nem os pais do personagem se importam com ele, quando a sociedade deixa eles a margem e aparentemente ninguém liga para alguém tão frágil e necessitado de atenção. Quando o sentimento de impotência é tão grande que você se sente mal em não poder fazer nada em relação aquela situação, e principalmente a dor intensa e desesperadora que sentimos quando aquilo que estava tão óbvio acontece.
  1. Por lugares incríveis-  Jennifer Niven
  2. A playlist de Hayden- Michelle Falkoff
  3. A linguagem das flores- Vanessa Diffenbaugh
  4. Mar de tranquilidade- Katja Millay
  5. As vantagens de ser invisível- Stephen Chbosky
Todos esses livros deixam uma mensagem que pode ser interpretada de diversas formas, alguns são mais introspectivos e pesados e com finais extremamente tristes, e outros mais leves, mas todos passam de certa forma a mesma ideia: A depressão e o suicídio. Essa lista é real, existem dezenas de pessoas que suicidam por dia, e essa taxa só aumenta com decorrer do tempo. Essas pessoas, assim como os personagens, aparentam estar bem, com uma vida comum aos olhos despercebidos, mas elas sempre deixam vestígios sobre sua saúde mental. Esses livros fazem uma critica em relação a sociedade fria em que estamos inclusos, a forma como ninguém tem tempo de se importar com os problemas do outro e sobre a falta de amor. Espero que após a leitura, a vocês possam perceber como o outro é frágil, apesar das aparências, como a saúde mental é importante e como precisamos derrubar paradigmas socialmente estabelecidos e alimentados pela mídia que só existem para destruir pessoas que não se enquadram. 

Espero que gostem.     

[RESENHA] A traidora do trono (Almyn Hamilton)

Ano:2017 
Páginas: 496
Idioma: português
Editora: Seguinte
Gênero: new adult/Fantasia
Autora: Almyn Hamilton 

Sinopse: Amani Al’Hiza mal pôde acreditar quando finalmente conseguiu fugir de sua cidade natal, montada num cavalo mágico junto com Jin, um forasteiro misterioso. Depois de pouco tempo, porém, sua maior preocupação deixou de ser a própria liberdade- a garota descobriu ter muito mais poder do que imaginava e acabou se juntando à rebelião, que quer livrar o país inteiro do domínio do sultão. Em meio às perigosas batalhas ao lado dos rebeldes, Amani é traída quando menos espera e se vê prisioneira no palácio. Enquanto pensa em um jeito de escapar, ela começa a espionar o sultão. Mas quanto mais tempo passa ali, mais Amani questiona se o governante de fato é o vilão que todos acreditam.

Eu gostei MUITO de A rebelde do deserto e minhas expectativas estavam incrivelmente altas para a continuação dele. Ele tinha sido um livro em que eu não consegui por defeitos, se você ta procurando uma mitologia oriental bem fundamentada e com personagens impecáveis, dá uma olhadinha no link.

A traidora do trono foi ainda melhor que a rebelde do deserto, e olhe que eu acreditava ser uma tarefa impossível. Almyn Hamilton escreve muito bem, sua forma de escrita é fluida e rápida, ele descreve todos os detalhes com muito cuidado e zelo, é o tipo de livro que a gente sabe que o autor levou tempo pesquisando e criando toda obra.

Os personagens tem um amadurecimento notável durante o desenvolvimento do livro, Amani toma decisões muito importantes e sabias, ela sempre foi uma menina decidida e de postura respeitável por onde passava, mas nesse livro ela se torna uma mulher incrível. Assim como Amani, todos os personagens são extremamente carismáticos, até o terrível sultão. Confesso pra vocês que eu me permitir duvidar se ele era realmente tão terrível assim. Inclusiva a relação de Amani com o sultão foi um dos pontos mais altos do livro pra mim, sempre aquela tensão, aquela incerteza se ele sabia quem ela realmente era e o que ela fazia, isso tudo tornou o livro ainda melhor.

O plot do livro é de tirar o folego, e o clímax foi tão intenso que eu precisei ficar alguns minutos olhando pra ultima página pra acreditar que realmente tinha acabado. QUE FINAL! Estou ainda mais ansiosa para o próximo livro.

Espero que gostem e leiam, não irão se arrepender.  

[RESENHA] A rebelde do deserto (Alwyn Hamilton)

Ano: 2016 
Páginas: 288
Idioma: português
Editora: Seguinte


Sinopse: O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher. 
Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele.

Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por lhe revelar o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.

Amani é forte e corajosa, dotada de uma capacidade espetacular de atirar precisamente nos seus alvos, saber argumentar com sabedoria, tem sentidos aguçados para encrenca e articular planos excelentes. Essas características certamente fariam qualquer um ser respeitado no deserto, qualquer um, menos uma garota pobre e órfã, que é onde ela se enquadra. 

Eu tenho gostado muuuito de livros que retratam a cultura oriental, depois de ler Uma chama entre as cinzas, fiquei encantada com aspectos da mitologia e procurei outros livros com cenários semelhantes, e foi quando encontrei essa obra divina.

 Comecei a ler sem nenhuma expectativas, não conhecia nada da autora nem tive nenhuma indicação direta que falasse sobre a obra. Comecei a ler o livro como quem não quer nada, e logo de cara me deparo com um banquete de mais de 50 paginas contos e crenças sobre a cultura, explicados minuciosamente todos os pontos principais. A leitura é bem fácil de acompanhar , mas como tem explicações detalhadas, demora um pouco para as coisas pegaram um ritmo considerável, então tenha calma e continue lendo. 

 O deserto é um lugar difícil de viver e Amani sabe bem disso, principalmente na vila onde ela mora, onde tudo é escasso e as lembranças são muito dolorosas. O seu maior sonho é fugir de lá e ir para capital Izman,  lugar onde sua mãe sempre sonhou. Ela tem esse plano articulado meticulosamente na sua cabeça e até então tudo já está praticamente encaminhado, até que ela encontra um forasteiro e tudo começa a desandar. 

 O romance é de longe um dos pontos mais apagados da obra (confesso que não senti tanta falta, estava constantemente sendo bombardeada com alguma explosão inesperada). A historia do forasteiro é incrível, e ele subiu muitos degraus no meu conceito quando se mostrou muito mais do que um menino misteriosamente fechado e com um passado doloroso demais para se abrir (eca). 

A relação de irmandade é um pouco trabalhada na obra, não é nada muito emocionante e diferente do normal, mas acredito que a autora vá trabalhar esse ponto no próximo livro (esperamos). O preconceito em relação a mulheres e seres espirituais também é muito debatido e focalizado.

A exportação de armas e a constante observação do exterior nesses países do oriente é retratado de forma muito contextualizada com a mitologia. Uma sacada muito interessante da autora que consegue despertar a curiosidade de muitos pessoas sobre o assunto. 

Considerei uma leitura fantástica e com pouquíssimos erros ,estou extremamente ansiosa pelo próximo livro. Espero que gostem.

5/5


quinta-feira, 1 de setembro de 2016

[RESENHA] A rainha vermelha (Victoria Aveyard)


Autor (a): Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas: 424
Ano: 2015




A Rainha Vermelha - O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.


Vivendo com sua família em situação de extrema pobreza (essa era a realidade da maioria das pessoas de sangue vermelho) Mare não era uma menina prendada e com talentos, como sua irmã que sabia bordar, pelo contrario, a única coisa que ela sabia fazer muito bem era roubar. Mare era uma ladra muito eficiente e apesar dos seus pais não apoiarem esse tipo de atitude, muitas vezes o sustento da família vinha por meio dela.

Acontecimentos repentinos levam mare a ser aderida ao meio dos prateados, cujo os alicerces de sustento dessa classe vinha dos vermelhos, que trabalhavam de forma escrava e opressiva para acomodar os desejos mais absurdos deles. Existia o medo dos prateados em grande parte dos vermelhos, Além deles possuírem uma enorme influencia social, politica e econômica, alguns tinha poderes, e com isso conseguiram criar uma sociedade baseada na descriminação, desigualdade e vários outros ideais fúteis e sem sentidos que temos exatamente iguais na nossa sociedade.

Mare não fica nada feliz com a ideia de trabalhar no meio dos prateados, porem situações adversas não permitem que ela tenha muitas opções e nem que os seus desejos sejam levados em consideração. A rainha é terrível, e nesse livro a historia dela não vai ser muito explicativa, assim como a do seu filho (não vou falar nada sobre ele pra não dar spoiler)

Achei um pouco clichê as partes que Mare fica caída de amores pelo príncipe (Maven) recém conhecido e cheio de coragem e confiança misteriosa. 

A construção dos personagens é fantástica, a autora consegue por uma personalidade perfeitamente criada e articulada pra que cada personagem tenha o seu diferencial. A descrição do cenário não é tão inovadora, estamos falando de uma distopia, então é bem provável que exista aspectos de outras e algumas referencias indiretas nessa construção desse cenário. A capa é linda (e esse foi um dos principais motivos que me levaram a ler o livro) tudo nele é muito delicado e detalhado, podemos ver o quanto de empenho que a autora colocou na criação desse livro. É um livro muito muito bom, vale a pena ler. 

4/5


Ilustração, design e desenvolvimento: